Siga as normas!


Vamos continuar com o terceiro bloqueio mental.

Padrões: As regras do jogo

Segue um exemplo de padão citado por Oech:

“Vamos supor que você esteja vendo televisão na sala com alguns amigos. Alguém entra, tropeça e derruba uma cadeira. Depois, pões a cadeira de pé e se desculpa pelo transtorno que causou. Com que impressão você fica dessa pessoa?

Sinceramente. É provável que ache a pessoa uma desastrada, certo?

Muito bem. Dez minutos depois, outra pessoa entra na sala e também cai, derrubando a cadeira. Mais vinte minutos e outra pessoa entra na sala e a cena se repete. Qual a sua opinião agora? Provavelmente, que a cadeira está em lugar errado. Parabéns! Você reconheceu um padrão.”

Você poderia pegar esse padrão e transformá-lo em uma regra: qualquer um que entrar na sala vai derrubar a cadeira, a não ser que alguém tire a cadeira de onde está.

Segundo o autor a mente humana é ótima em reconhecer padrões, nossa inteligência abrange nossa capacidade de reconhecer padrões.

Desafiando as regras

“Todo ato de criação é, antes de tudo, um ato de destruição.” Picasso

O processo criativo não se baseia apenas em criar padrões, mas também em destruí-los. Ao destruir um padrão temos a oportunidade de criarmos outro. Segue alguns exemplo de pessoas famosas que quebrarão os padrões (não seguiram as regras) e viraram grandes gênios:

Beethoven desobedeceu as leis que indicavam como uma sinfonia devia ser composta.

Copérnico quebrou a regra de que a Terra se encontra no centro do Universo.

Uma pessoa inovadora está sempre questionando as normas, dessa maneira ele abre sua mente para novas idéias. Como no bloqueio mental anterior nosso sistema educacional nos incentiva a não questionar as normas, nos incentiva a segui-las fervorosamente, isso nos prejudica na hora do processo criativo.

Não digo para quebrarem TODAS as normas, para se viver em harmonia com as outras pessoa devemos seguir algumas normas aplicadas à toda sociedade, como por exemplo: Não se deve falar alto em uma biblioteca, ou gritar “fogo” dentro de um teatro lotado, use o bom senso e questione regras que podem ser questionadas sem interferir no bem-estar ou na vida do próximo, pelo menos não de uma maneira negativa.

O pensamento criativo não é só construtivo. Pode ser destrutivo também. Devemos quebrar um padrão para descobrirmos outros. Seja receptível a mudanças e flexível diante das normas. Violar as normas não leva necessariamente a idéias criativas, mas é um caminho.

That`s all!

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