É proibido errar


Acertos e erros

Nossa sociedade se baseia no princípio da “resposta certa”, ou seja, somos treinados a buscar o certo e evitar o errado, porém muitas atividades são impossíveis de ser realizadas sem que você erre uma ou mais vezes até chegar ao resultado certo. Muitas pessoas não se sentem bem diante dos erros, isso vem desde nossa infância, onde nosso sistema educacional nos obriga a buscar a resposta certa, isso fica claro quando observamos os sistemas de avaliação das escolas:

Mais de 90% de acertos = A ou mais que 9.0

Mais de 80% de acerto = B ou mais que 8.0

Mais de 70% de acerto = C ou mais que 7.0

Mais de 60% de acerto = D ou mais que 6.0

Menos de 60% de acerto = Reprovado

Com isso fica claro que aprendemos a acertar sempre que possível e cometer o mínimo possível de erros, ou seja, aprendemos que é “proibido errar”.

Apostar no certo

Esse sistema nos ensina a evitar situações de risco, pois segundo o sistema errar acarreta em uma punição, e acima de tudo nos ensina a não nos colocarmos em situações onde podemos falhar. Mas na verdade os erros são potenciais pontos de apoio para novas idéias.

Uma lógica diferente

Do ponto de vista prático, até que faz sentido dizer que “é proibido errar”. O dia a dia exige que a gente realize várias pequenas coisas sem errar. Basta pensar, você acredita que sobreviveria se ficasse parado no meio do trânsito? Ou se enfiasse a mão dentro de uma panela com água fervendo? E dificilmente você conseguiria manter-se empregado se fosse um publicitário que faz campanhas que derrubam as vendas, ou um engenheiro que cria pontes que caem, e por aí vai.

Não fique mais preocupado em produzir respostas certas do que gerar idéias originais, dessa forma você provavelmente será incapaz de enxergar as normas, as fórmulas e os procedimentos usado para obter respostas certas. Fazendo isso você tende a pular a “fase germinativa do processo de criação e dedicar pouco tempo para restar pressupostos, questionar normas, formular perguntas “e se” ou simplesmente ficar virando e revirando o problema. Todas as técnicas vão produzir respostas erradas, porém na fase germinativa esses erros devem ser vistos como um subproduto necessário do pensamento criativo.

Erros como pontos de apoio

Sempre que cometemos um erro temos a mesma reação “Poutz! Que foi que eu fiz?!” Quem compreende o potencial dos erros pensa de forma diferente, como: “Olha só! Onde será que isso vai dar?” E com isso procura usar esse erro como ponto de apoio para uma nova idéia.

Feedback negativo

Os erros também servem para nos mostrar quando devemos mudar de rumo. Quando as coisas vão bem, nós nem pensamos nelas. Isso porque funcionamos de acordo com o princípio do “feedback negativo” Normalmente só quando as coisas ou pessoas falham é que prestamos atenção nelas. Por exemplo, duvido que vocês estivessem pensando nas rótulas de seus joelhos antes de ler essa frase, ou em seus cotovelos, agora se estivessem com o joelho ou cotovelo torcidos vocês provavelmente se lembrariam deles com muito mais freqüência.

O feedback negativo nos mostra quando devemos mudar de rumo. Aprendemos por tentativa e erro e não por tentativa e acerto. Se sempre fizéssemos as coisas certas não precisaríamos mudar de rumo nunca, viveríamos sempre seguindo a mesma linha reta para o resto de nossas vidas.

Experimentando coisas novas

Se estamos fazendo algo com o qual estamos acostumados, a probabilidade de errarmos será muito menor do que se estivéssemos fazendo algo novo.

Aqui Oech diz que um gerente de criação de uma agência de publicidade costuma dizer que só fica satisfeito quando erra pelo menos metade do tempo. “Se quer ser original, você tem que errar um monte de vezes”.

Não tenha medo de errar quando estiver criando algo, aproveite seus erros de forma produtiva, use-os como pontos de apoio para novas e criativas idéias, quando mais você errar, mais irá aprender.

That`s all!

, , , , ,

Leia também:
Mais lidos:
  • Most Popular Posts


    1. Nenhum comentário ainda.
    (não será publicado)